Ás vezes fico me perguntando o objetivo que muitas pessoas encontram no ato de “encher a cara”. Me pergunto até onde vai o prazer de beber, a degustação de um bom vinho, de uma boa cerveja, de um bom licor, de uma boa pinga, de uma boa vodca, de um bom rum, de um bom gim ou seja lá qual a bebida que a pessoa tenha em mente para uma degustação.
Ultimamente tenho bebido muito mais do que tinha planejado, mas reconheço que no meu caso, nada mais é do que fuga. Aprecio um bom vinho, detesto cerveja, adoro um destilado, o que me faz sentir muito prazer em tê-los em minhas papilas degustativas, em meu estômago que sofre de uma acelerada gastrite, em meu fígado que agradece por cada bebida de qualidade que tem de filtrar.
Com o passar do tempo, conheci meus limites. Sei quando quero estar alegre e quando estou alegre, percebi quando quero apenas apreciar a bebida e a aprecio, percebi quando quero passar do meu limite e o passo.
Já ao contrário de algumas pessoas que parecem não apreciar uma boa bebida, pois a ingerem sem limites, sem perceber o quanto ela poderá fazer-lhes bem ou mal, pois estão interessados em apenas “encher a cara”. Esquecem que seu corpo terá que ser devolvido em algum momento e que apenas aceleram o processo de finalização de uma encarnação.
São vistos como suicidas ... Sim, a grande maioria de nós somos vistos como suicídas quando bebemos, quando fumamos, quando ingerimos alimentos ruins, quando alimentamos pensamentos ruins, quando guardamos sentimentos ruins, quando mal tratamos nossos corpos, nossas almas e nossas mentes, independente de sua forma.
Tenho visto tantos jovens se acabando tão cedo ... Jovens que têm todo um futuro pela frente, que têm mentes brilhantes, que têm corações extraordinários, que conhecem as consequências espirituais, e mesmo assim, continuam nesta vida. O pior de tudo é que se acham no direito de dar lições de moral em pessoas que levam uma vida mais ou menos regrada, digo, não bebendo tanto quanto eles, não fumando tanto quanto eles, tendo respeito e amor pelo próximo e sendo quem realmente é.
O mais engraçado de tudo é vê-los dando lição de teoria em quem tem a prática espiritual, quando nunca viveram na pele o que realmente existe “do outro lado”.
Claro, tudo é uma questão de consciência e cada um sabe onde aperta o calo. Aqui fica apenas um recado para aqueles que não sabem onde estão, não sabem o que fazer, não sabem para onde seguir.
Olhem para dentro de si mesmos e entendam que cada um está aqui por um motivo, que não vem ao caso saber neste momento. Apenas olhem no espelho e descubram quem são, o que querem e o que serão. Não saiam de seus rumos, de seus objetivos e nunca se esqueçam que nada é maior que suas intuições e seus caráteres.
Não permitam que os corrompam, pois o caminho verdadeiro está dentro de seus corações ... Olhem sempre para dentro, sem perder sua essência.